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Princípios de HPLC 3

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Princípios de HPLC

20/10/2026

Modos de separação

 

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Princípio da separação

Em HPLC, componentes são separados através do emprego de uma coluna com base no grau de interação entre uma molécula e a fase estacionária, sendo assim, componentes com baixa interação eluem primeiro sendo o seu oposto verdadeiro. Alguns tipos de interação incluem adsorção, interações hidrofílicas e hidrofóbicas, troca iônica, penetração e exclusão, como demonstra a figura 6.

Tipos de coluna e modos de separação

Como apresentado na tabela 2, existem muitos tipos de colunas e técnicas de operação. O segredo de uma separação está na escolha correta de um modo de separação, com base na natureza dos analitos a serem separados. Pode-se empregar por exemplo, solventes orgânicos fortes para trabalhos em fase normal com colunas de sílica sem funcionalização, para a separação de compostos lipossolúveis.

Fases móveis contendo água, metanol, acetonitrila e até mesmo tetrahidrofurano em baixas concentrações podem ser trabalhadas, de modo a separar analitos via interações hidrofóbicas em fase reversa.

Outros modos de separação envolvem o tamanho de poros de uma fase estacionária e o diâmetro hidrodinâmico de macromoléculas, para estudos envolvendo GPC e capacidade de troca iônica, para separação de compostos em cromatografia iônica.

Tabela 2 tipos de coluna e modos de separação

Modo

Fase estacionária

Fase móvel

Interação

Qualidades

Fase normal

Silica gel Silica NH2, CN,…

Solvent orgânico

adsorção

Separação de compostos lipossolúveis

Fase reversa

Silica C18, C8, CN, fenil…

água / metanol

hidrofóbica

Primeira opção, mais comum.

GPC (não aquoso)

Polímero hidrofóbico

Solvent orgânico

Permeação em gel

Medição de distribuição de massa molecular

GFC (aquoso)

Polímero hidrofílico

Tampão

Filtração em gel

Medição de distribuição de massa molecular, estudo de biopolímeros,…

Troca iônica

Trocadores iônicos

Tampão

Afinidade eletrostática

Separação de compostos iônicos

Fase normal x reversa

Métodos em fase normal e reversa apresentam perfis de eluição completamente diferentes. Em cromatografia de fase normal, um solvente de baixa polaridade atravessa um empacotamento de alta polaridade, assim, observa-se baixa retenção de compostos de mesma natureza que o solvente.

Na técnica de fase reversa, trabalha-se com solventes e fases estacionárias específicos, de modo a reter preferencialmente compostos hidrofóbicos.

Eluição isocrática x gradiente

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Na cromatografia em fase reversa ou iônica, o gradiente de eluição pode ser empregado para melhoria de uma separação ou redução de tempo de corrida. No exemplo a seguir, o ácido clorogênico e a rutina podem ser separados em uma coluna ODS com uma solução metanol/1% ácido acético.

Na figura 7, observam-se dois métodos isocráticos: o primeiro (esquerda superior) não apresenta boa separação entre os analitos que estão eluindo no início da corrida e o segundo (esquerda inferior) leva muito tempo. No entanto, ao empregar um gradiente de 30% até 45% de metanol (figura 7, à direita) observa-se um cromatograma com resolução adequada às exigências do operador sem retenções exacerbadas.